Publicado dia 07/01/2026 às 22h33
Na
Coreia do Norte, a perseguição aos cristãos começa ainda na infância. Desde o
jardim de infância, crianças são submetidas a um rígido processo de doutrinação
estatal, no qual aprendem a idolatrar a família Kim como figuras quase divinas
e a denunciar os próprios pais por qualquer demonstração de fé em Jesus.
O
sistema educacional norte-coreano transforma alunos em instrumentos de
vigilância do regime. Eles são incentivados a observar o comportamento familiar
e relatar às autoridades qualquer indício de prática cristã. Paralelamente, o
governo impõe a obrigação de devoção pública à família governante, com retratos
de Kim Il-sung e Kim Jong-il expostos em residências, escolas e ambientes de
trabalho, diante dos quais todos devem se curvar.
Em
um país que trata o cristianismo como ameaça direta ao Estado, questionar ou
rejeitar essa idolatria é considerado crime grave. Pessoas flagradas com
Bíblias costumam ser presas e enviadas a campos de trabalho forçado, e a
punição frequentemente se estende aos familiares, como forma de tentar eliminar
a fé por completo.
Todd
Nettleton, representante da organização cristã The Voice of the Martyrs (VOM),
nos Estados Unidos, explica que o regime deixa claro seu temor em relação ao
avanço do Evangelho. Segundo ele, quanto mais a mensagem cristã se espalha,
maior se torna a repressão contra os fiéis.
A
doutrinação é intensa desde cedo. Crianças pequenas são ensinadas, por exemplo,
a agradecer a Kim Il-sung até mesmo pelas refeições. Além disso, pais cristãos
precisam ter extremo cuidado ao falar sobre Jesus dentro de casa, já que é
comum que alunos sejam interrogados na escola com perguntas direcionadas a
identificar práticas religiosas no lar.
Apesar
do cenário de forte repressão, o Evangelho continua alcançando pessoas no país.
Organizações cristãs mantêm ações estratégicas por meio de transmissões de
rádio, envio de materiais por balões e contato com norte-coreanos que vivem ou
trabalham na China, na Rússia e também com desertores que conseguiram fugir
para a Coreia do Sul.
Esses
refugiados são treinados para compartilhar a fé e manter contato com familiares
que permaneceram no país, utilizando ligações telefônicas e outros meios de
comunicação possíveis. Ainda assim, enquanto o regime Kim continuar no poder,
não há perspectiva de mudanças significativas na relação da Coreia do Norte com
o mundo.
Diante
desse contexto, Todd destaca a importância da oração e do apoio espiritual aos
cristãos norte-coreanos, que vivem em extremo isolamento e, muitas vezes,
passam a vida inteira sem conhecer mais do que um ou dois outros crentes.
Fonte: Guiame, com informações de Mission
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