Publicado dia 09/02/2026 às 21h02
O
cantor Rodolfo Abrantes anunciou
no dia 14/01/2026 um dos retornos mais inesperados do rock cristão nacional: a
volta da banda Rodox, após um hiato de 22 anos. Com direito a formação original,
o retorno reacende a memória de um dos projetos mais emblemáticos do início dos
anos 2000.
Reunião
histórica da formação original
O
retorno contará com Fernando Schaefer, Pedro Nogueira e Patrick Laplan,
integrantes que ajudaram a consolidar a identidade sonora e conceitual do
grupo. O anúncio foi feito por meio das redes sociais de Rodolfo e destacou a
intenção de resgatar não apenas o som pesado que marcou época, mas também a
mensagem de fé, introspecção e autenticidade que definiu o Rodox.
As
informações são do site Fuxico Gospel
No
vídeo divulgado, Rodolfo afirmou que o reencontro representa mais do que
nostalgia: trata-se da retomada de uma mensagem que continua relevante,
especialmente em um cenário musical cada vez mais superficial. A resposta do
público foi imediata, com milhares de comentários celebrando a volta e pedindo
uma turnê nacional.
Um
marco na trajetória de Rodolfo Abrantes
O
Rodox ocupa um lugar singular na carreira de Rodolfo Abrantes. Após sua saída
da banda Raimundos, o projeto simbolizou uma virada artística e espiritual,
consolidando o músico como uma das principais vozes do rock cristão brasileiro.
Com letras densas e sonoridade influenciada pelo hardcore e pelo new metal, o
grupo se tornou referência para uma geração que buscava fé sem abrir mão de
atitude e identidade musical.
O
que esperar para 2026
Embora
datas e locais ainda não tenham sido anunciados, a expectativa é que o retorno
tenha como eixo central os álbuns “Estreito” e “Rodox”, trabalhos
que seguem sendo redescobertos por novas audiências nas plataformas digitais.
Fãs destacam que os temas abordados pelo grupo — como crise existencial,
espiritualidade, autoconhecimento e crítica social — permanecem atuais mesmo
décadas depois.
Um
revival com propósito
A
volta do Rodox acontece em meio a um movimento global de resgate de bandas de
new metal e hardcore do início dos anos 2000, impulsionado pela nostalgia da
Geração Y e pelo consumo via streaming. No Brasil, o retorno atende a um
público que busca alternativas ao modelo de louvor congregacional que dominou o
cenário evangélico na última década.
Nesse
contexto, o Rodox preenche uma lacuna importante: a de um rock cristão com
atitude, densidade lírica e fundamentação bíblica, capaz de dialogar com
festivais de música alternativa e grandes arenas. Em um mercado cada vez mais
guiado por produções efêmeras e algoritmos, a volta da banda representa a
retomada de um discurso artístico mais profundo — e, para muitos, necessário.
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